Sobre manifestações mediúnicas

Há algum tempo venho aprendendo sobre esse universo de manifestações mediúnicas e observando algumas questões recorrentes - nas pessoas que procuram cura e nos médiuns que trabalham com manifestações.

Posso falar por experiência própria que para quem tem contato pela primeira vez com incorporação pode parecer um pouco estranho. Temos vários pré-julgamentos daquilo que não conhecemos ou não entendemos de forma racional. Eu tinha e muitos... até começar a sentir em meu próprio corpo e começar a aprender muito com isso.

Nunca fui em centros de umbanda, terreiros etc, então o que eu conhecia mais próximo a incorporação eram os centros espíritas. Nesses centros em que fui buscar ajuda, eu acabava me assustando mais, pois chegava e não me sentia bem, sentia cheiro de hospital e começava a suar frio. Ao ser atendida as histórias eram pra lá de sinistras... sempre "tinha um obsessor comigo", o que me fazia voltar pra casa mais preocupada, pois "ele" teoricamente se afastava com o atendimento, mas depois de saber eu ficava com isso na cabeça.
(Entendam, não estou criticando os centros em geral, apenas relatando a experiência que tive.)
Eu pensava: agora vou dormir e o "obsessor" vai ficar onde? Será que está por perto? Como ele pode habitar o mesmo espaço que eu? Hoje acho engraçado, mas né.... na época era um tormento.

O que eu conhecia nesta época eram manifestações de almas desencarnadas (Eguns), onde os médiuns da casa cediam seu corpo/voz/energia para auxiliar e dar passagem a estes espíritos.
Hoje entendo que eram trabalhos direcionados pra isso e que são necessários em alguns casos.

Um tempo depois, já não frequentava o centro espírita, comecei a estudar reiki e procurar cursos para me conhecer melhor e saber me equilibrar com o que eu sentia, e me indicaram fazer atendimento com uma Preta Velha. Eu achava, assim como muitas pessoas pensam hoje sobre o meu trabalho, que de fato era uma senhora preta "de carne e osso", que me atenderia. Não tinha conhecimento sobre incorporação, nem sobre mentores/entidades. Ao entender que o atendimento seria com a energia de uma Preta Velha, mas através de um médium, se abriu um novo universo na minha vida.
Fui adquirindo confiança na Preta a cada atendimento e me entregando... até que tempos depois começaram as primeiras manifestações em mim. Aí se abriu mais um universo cheio de belezas e questionamentos.
Ser atendido por um Preto Velho, Caboclo, Exu é uma coisa... mas sentir a luz deles se aproximando do seu corpo é outra. Como disse uma conhecida minha certa vez: "não tenho medo de incorporação, desde que não incorpore em mim"... hehehe, brincadeiras à parte.... vamos lá...

Percebo que tanto as pessoas que procuram curas através desses seres de luz, como os médiuns que trabalham nessas curas, tem ou tiveram pré-julgamentos (para não dizer pré-conceitos)... e ok, isso faz parte de ser humano. Muitas pessoas não entendem por que um Caboclo toma uma cerveja, uma Pombagira toma champanhe e fuma.... eu também não entendia. Nossos olhos estão acostumados a ver o humano, o visível, e isso abre em nossa mente questionamentos como se aquele ser ali manifestado fosse humano. Temos essa tendência a aproximar essa imagem para compreendê-lá, tanto que os mentores se manifestam nessas "roupagens" de caboclo, preto velho, etc, para poderem se aproximar, para termos uma ideia da "figura" que está em contato conosco.
Mas gente, espiritualidade e energia são mais para sentir e vivenciar do que compreender. Se ficamos presos ao que achamos que deveria ser, ou ao que aprendemos - nossas crenças, simplesmente ficamos presos.
A bebida, a fumaça, o dialeto, o estalar de dedos, bater palmas, enfim, são manifestações que estão atuando no invisível (na maioria das vezes limpando e expulsando as energias não qualificadas ou então dando a proteção necessária para que a cura aconteça), e não são literalmente a mesma coisa que abrirmos uma champanhe para beber em casa, no nosso mundo humano.

Não devemos nos prender ao que os olhos vêem - nem quem vai procurar receber cura e nem os médiuns semi-conscientes ou conscientes. E sim, sentir a energia e confiar na luz de Deus.
Se você está com boa intenção, aberto a soluções e com fé, certamente vai ser abençoado. 
Em qualquer trabalho de cura que você participar, deixe seu coração limpo e esqueça os julgamentos, esqueça de cuidar da vida do outro, do que o outro está fazendo, de criar expectativas em receber tal orientação ou solução conforme você acha que deve ser; e no caso dos médiuns, de desempenhar e sentir conforme o que se espera de você.
Faça e seja o seu melhor. Deus está vendo, sempre. E as providências estão sendo tomadas no invisível - até se manifestar no físico. Nem sempre vemos assim "pá pum", na hora, mas as respostas sempre chegam, no tempo certo.
Sem abrir nosso coração nada acontece... apenas ficamos presos. E aí perdemos muitas oportunidades de ser feliz, de melhorar, de aproveitar cada momento como uma benção e aprender muito.
Confie e vivencie! 


*** Espero que este texto chegue a quem necessita. Esse blog foi criado para poder compartilhar experiências e reflexões sobre espiritualidade, bem estar e equilíbrio de vida.
Fique à vontade para compartilhar e sugerir assuntos.

*** Eu sou Luana Zimmermann, terapeuta holística no Espaço Holístico Sereias, em Sapiranga - RS.
E de forma simples e cotidiana me propus a compartilhar com vocês um pouco da caminhada que venho trilhando e do que venho aprendendo.

*** CONVITE: dia 27 de maio, às 15hs, será o próximo Encontro Espiritual aqui no Espaço Sereias. Se você quer conhecer na prática este trabalho e se conectar com a energia e luz dos mentores espirituais, esse é um encontro aberto a todos e a contribuição é espontânea. Não há vínculo religioso, o propósito é servir a Deus e às hierarquias de Deus (que atuam independente do local e religião).
Por ser um encontro ao ar livre, traga uma cadeira ou algo para sentar.
Mais informações em: https://www.facebook.com/events/1828364224095205/
Contato: 51 981166929

Um beijo!
Axé!




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